sexta-feira, 7 de julho de 2017

A geografia explica um pais?

Nao explica tudo, mas ajuda bastante a compreender.
Veja aqui este jogo de futebol (sem som, por favor, durante as proximas cinco semanas) entre a equipe de filosofia grega e a da Alemanha.

Portugal teve um problema de identidade a resolver. Como todos os paises.

Em ditadura havia os mapas que "provavam" que Portugal nao era um pais pequeno!
Ver aqui.

A saudade

Não há provas de haver uma tendência genética dos portugueses para ter mais «saudade» que qualquer outro povo. Tanto quanto sabemos, isso seria absurdo. No entanto, as culturas formam tendências dominantes, padrões. Quando uma língua tem uma palavra específica para uma coisa isso significa algo. Certas línguas têm mais de vinte nomes para neve.
A língua portuguesa tem, ao contrário de outras, uma palavra para descrever uma emoção que na verdade é mais um estado de espírito que é nostalgia mas não é só nostalgia, é melancolia mas não é só melancolia, é triste mas pode também não ser, é uma sensação de perda ou de falta de algo mas pode também ser boa. E pode ser de uma coisa que nunca se teve. Podem até ser «saudades do futuro».

Balada de despedida - Coimbra.

Chico Buarque - Chega de saudade.

Cesária Évora - Sodade.

Camané - Sei de um rio

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Conto infantil

Estivo
Um aluno que quer tirar boas notas mas não pode porque os extraterrestres o cérebro dele. O amigo Rui notou que ele não se conseguia comportar certinho. Então os dois foram procurar pelo campus. Eles foram para o McCola e la encontraram Flignag e ele explicou que Nurpfang esta roubando os cerebros para ligar o seu computador diabólico.
[continua]


Cecília
Esta é a história de um menino que queria levar a sua tarântula para a escola mas não podia porque era proibido.

Era uma vez um menino chamado José. José tinha muitos amigos, mas o seu melhor amigo era João. A tarântula.

Analisa
Esta é a história de Analisa que queria dançar todas as noites mas não pode porque esta numa escola pequena e ninguém quer dancar com ela.
Durante a festa junina, Analisa ficou muito feliz e dançou muito forró mas agora já ninguém quer ouvir mais forró por causa da festa.
Apesar desses problemas, ela pensou numa solução: ela vai ser professora de forró com Rafa.

Alex
Esta é a história de uma menina que veio para Middlebury e gostava muito de cozinhar. Por isso convidou todos para um piquenique. Mas no dia do piquenique a menina acordou e viu nuvens muito escuras.

[continua]

Comendo céu com Flignarg em Titânia

Ainda me lembro da primeira vez que fui a Titânia.
Eu vi muitas nuvens. Nuvens que pareciam de algodão doce. Algodão doce em francês e barba do papá. A Cecília diz que por isso não pode comer algodão doce – porque se sente como se estivesse comendo pelo. Porém, para os marcianos as nuvens são uma delícia. Uma verdadeira iguaria.

O céu é cor de rosa. Sabe a sorvete de goiaba com morango. Os marcianos também gostam do céu, mas e algo que só se pode comer em eventos especiais. Porque o céu tem o seu limite. Se comermos o céu todos os dias, ele vai desaparecer. Será o fim do mundo.

No entanto, tem sempre quem venda o céu no mercado negro. E eu tinha cara de estrangeiro. De turista. Por isso, Flignarg veio ter comigo a propor vender um pedacinho de céu.

Naquela época eu não sabia por que motivo era ilegal comer o céu. Pensava que era só por uma questão de saúde publica, não porque podia vir aí o fim do mundo. Então experimentei.

O céu pode ser comido frito ou cozido ou assado no forno. Mas a melhor maneira de o comer ainda é cru. Flignarg levou-me na sua lancha voadora chamada "Salsicha do Ar" ate uma zona escondida do céu de Titânia e aí ele lançou a sua rede eletromagnética varias vezes. Falhou tanto que eu pensei que não conseguiríamos colher um pedaço de céu. Finalmente, depois de duas horas, vencemos! Conseguimos um pedaço do tamanho da minha cabeça.

Então eu e Flignarg dividimos esse pedaço. E ele não cobrou nada porque ele ficaria rico vendendo a sua parte.

Flignarg ensinou-me a fazer um batido de céu com leite. Ele recomendou não por açúcar nem mel, porque o céu já é naturalmente muito doce.

Como era uma ocasião especial, (…)













E também não sabia que se eu comesse céu, ficaria viciado.



Segunda: D. João VI, o rei meio bobo?

D. João VI tem fama - merecida? imerecida? - de ter sido um rei muito pouco rei. A sua mulher o enganava - no amor e na política. Os seus filhos revoltaram-se. Um tornou-se o primeiro rei do Brasil, o outro tentou dominar Portugal. Em 1807, com a aproximação dos exércitos de Napoleão, foi o único rei europeu a fugir com a corte inteira, a abandonar o país, os palácios, os castelos, o povo.

«Foi um acontecimento inédito, na história de Portugal e do Brasil, e também na história da humanidade. Nunca antes uma corte europeia tinha deixado o seu reino, atravessado o oceano para ir morar do outro lado do mundo. Portanto era um acontecimento inédito, mas foi também muito improvisado.»
Laurentino Gomes, autor de 1808, aqui.

Veja a biografia de D. João VI aqui.

Em 1808 chega ao Rio de Janeiro.
Em 1822 o Brasil torna-se um país independente.

No entanto...

sábado, 1 de julho de 2017

Faz 150 anos, Portugal foi o primeiro país a abolir a pena de morte. A abolição foi um momento histórico que agora é celebrado. Uma das pessoas que mais aplaudiu essa decisão nacional foi o francês Victor Hugo, o mais famoso escritor do seu tempo. Você conhece como o autor de Nossa Senhora de Paris e Os Miseráveis.


  • (...) Numa carta, publicada na edição do DN, a 10 de Julho de 1867, o autor de Les Misérables escreveu: "Felicito os vosso parlamento, os vossos pensadores, escritores e filósofos [...]. Portugal dá o exemplo à Europa. [...] Viva a vida! Ódio ao ódio!"

É um momento bonito da história do país onde nasci.