segunda-feira, 3 de julho de 2017

Comendo céu com Flignarg em Titânia

Ainda me lembro da primeira vez que fui a Titânia.
Eu vi muitas nuvens. Nuvens que pareciam de algodão doce. Algodão doce em francês e barba do papá. A Cecília diz que por isso não pode comer algodão doce – porque se sente como se estivesse comendo pelo. Porém, para os marcianos as nuvens são uma delícia. Uma verdadeira iguaria.

O céu é cor de rosa. Sabe a sorvete de goiaba com morango. Os marcianos também gostam do céu, mas e algo que só se pode comer em eventos especiais. Porque o céu tem o seu limite. Se comermos o céu todos os dias, ele vai desaparecer. Será o fim do mundo.

No entanto, tem sempre quem venda o céu no mercado negro. E eu tinha cara de estrangeiro. De turista. Por isso, Flignarg veio ter comigo a propor vender um pedacinho de céu.

Naquela época eu não sabia por que motivo era ilegal comer o céu. Pensava que era só por uma questão de saúde publica, não porque podia vir aí o fim do mundo. Então experimentei.

O céu pode ser comido frito ou cozido ou assado no forno. Mas a melhor maneira de o comer ainda é cru. Flignarg levou-me na sua lancha voadora chamada "Salsicha do Ar" ate uma zona escondida do céu de Titânia e aí ele lançou a sua rede eletromagnética varias vezes. Falhou tanto que eu pensei que não conseguiríamos colher um pedaço de céu. Finalmente, depois de duas horas, vencemos! Conseguimos um pedaço do tamanho da minha cabeça.

Então eu e Flignarg dividimos esse pedaço. E ele não cobrou nada porque ele ficaria rico vendendo a sua parte.

Flignarg ensinou-me a fazer um batido de céu com leite. Ele recomendou não por açúcar nem mel, porque o céu já é naturalmente muito doce.

Como era uma ocasião especial, (…)













E também não sabia que se eu comesse céu, ficaria viciado.



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