segunda-feira, 26 de junho de 2017

Plano geral das aulas

1ª semana (26-30 de junho)
1. Apresentação. Onde fica Portugal? Lisboa: a cidade de Ulisses ou Atlântida? Os poetas da cidade. Os bairros. Sérgio Godinho e Caetano Veloso: «Lisboa que amanhece». O cinema, o imaginário. Um país de poetas sentados, marinheiros em terra.
2. Muito mundo dentro de tão pequeno país. História e Geografia. Onde estamos determina para onde vamos? Os sotaques. Porto, Alentejo, Madeira, Açores.
3. Fernão Mendes Pinto e Camões: verso e reverso, irmãos complementares.  O 25 de Abril: uma pequena história do século XX.
4. Descobrimentos, navegação marítima, pirataria, tráfico de escravos. Império, colonização. Ideologia do lusotropicalismo. Uma visita à Mafalala (musseque de Maputo). Poemas de José Craveirinha. 
5. Balanço da semana. Exercício.
2ª semana (3 a 7 de  junho)
6. Portugal e o Brasil. Golpes de sorte e de génio idiota: D. João VI, Napoleão, D. Pedro. O que é isso de «países irmãos»? Ambiguidades, coisas boas e coisas más das relações históricas. 
7. Angola, Moçambique, S. Tomé, Guiné, Cabo Verde. Quem somos hoje? A CPLP funciona? As redes sociais e o futuro: re-unir o que está afastado. Cultura, política, economia. Macau, Timor e Goa: pontos de vista, equívocos, realidade atual. Vasco da Gama, o abade Faria, António Costa. 
8. Um país velho ou um país imaturo? Algumas surpresas no «pequeno país conservador». A lei portuguesa e os «brandos costumes». 
9. A comédia da identidade. Almada Negreiros e Júlio Dantas. O «manifesto anti-Dantas». Leitura encenada de A Ceia dos Cardeais.
10. Balanço da disciplina. Prova final.







contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda


Sem comentários:

Enviar um comentário